quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Você não sabe como eu te amo


"A bondade do Ser humano
É desenhada pela linha que corta seus lábios
Que divide seu sorriso
Que mostra seus dentes
Fortes

A natureza dessa bondade
É a energia que sai de sua boca
Que afeta meus sentidos por igual
Com seu hálito que hei de sentir
Perto

Há em mim,
um completo sonho
O sonho de que seus olhos brilharam nitidamente
Que seu rosto acalmará meu espírito
Por somente precisar de você

Eu entro em estase ao sonhar este sonho
Viajo para uma terra inóspita
Onde só há minha alma vagando
A procura de uma bondade humana

Avisto distante
O fluxo para
Há em mim um completo amor
O amor que faz meus olhos brilharem nitidamente

E ainda assim, não dizem como eu te amo"

De uma pessoa extremamente especial para mim. (L) (26/10/2011)


"Você é assim: um sonho pra mim, e quando eu não te vejo, eu penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito. Eu gosto de você e gosto de ficar com você. Meu riso é tão feliz contigo. O meu melhor amigo é o meu amor. Você é assim: um sonho pra mim; quero te encher de beijos." - Marisa Monte - Velha Infância

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nossos bumerangues


"Veja! Não diga que a canção está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida! Tente outra vez... Beba! Pois a água viva ainda tá na fonte. Você tem dois pés para cruzar a ponte. Nada acabou!" - Raul Seixas - Tente Outra Vez



As pupilas se dilatam; emudeço; as lágrimas escorrem sem rumo. Sensações não são despertadas por coisas à toa... Então, deixe-me contar-lhes as razões das minhas. Coloquei uma das músicas que mais me toca, e cá estou refletindo, tirando conclusões de mim e do mundo que eu não imaginava que seria capaz; digo conclusões porque eu vejo um fim próximo, muito mais próximo do que imaginamos.
A canção se chama Dear Mr. President (em português, Querido Sr. Presidente), e baseia-se em perguntas que a cantora, Alecia Beth Moore, faz ao ex-presidente norte-americano Bush. Dentre diversas perguntas, eu congelei nesta: “como você sonha quando uma mãe não tem chances de dizer adeus?!”. Acredito que todos vocês, caros leitores, estejam cientes do acontecido nos últimos dias: um adolescente que sofria bullying - ato de violência física ou psicológica – na infância, a fim de se vingar, invade sua ex-escola e atira em todos que ele vê, inclusive e, talvez, principalmente, crianças entre 10 a 14 anos. Vocês imaginam o que deve ser para uma mãe perder um filho?! Perder uma parte dela, a parte mais importante?! Eu não tenho filhos, mas eu imagino a dor, e eu comprovo isso pelas palavras da minha mãe ao ver o acontecido: “eu não sei o que faria se fosse você, eu não sei o que seria de mim sem você”; e é nos braços, no aconchego da minha mãe que eu sinto isso! Mães que deram um “adeus” implícito em um “até mais” – pois as viram saindo pelas portas, achando que as veriam entrar por ali, entrar com vida. E dói saber que crianças crescem nessa sociedade hostil, nessa sociedade vergonhosa que, infelizmente, nós construímos.
Nós achamos que não fazemos nada de errado e que não contribuímos para isso, mas acreditem: nós fazemos, por menor que sejam nossos atos. Há uns meses eu encontrei uma criança, que aparentava ter menos de 13 anos, jogando uma pequena mesa no rio, e quando eu a adverti, ela simplesmente riu ironicamente, acintosa. Eu sei que não há comparação com a tragédia vivenciada no Rio de Janeiro, mas são ações assim, pequenas, que definem o caráter de uma pessoa e refletem em consequências desastrosas. Nós não estamos destruindo nada além de nós mesmos, e acreditem: nossas ações são como bumerangues, e se vão, elas voltam para o mesmo lugar de onde vieram; e, geralmente, com uma intensidade extremamente maior.
Desejo forças às famílias que sofreram perdas nessa tragédia do Rio de Janeiro, que Deus olhe por todos nós.


"Querido Sr. Presidente, venha dar uma volta comigo. Vamos fingir que somos apenas duas pessoas, e você não é melhor do que eu. Eu gostaria de fazer-lhe algumas perguntas se pudermos conversar honestamente: O que você sente quando vê tantos sem-tetos nas ruas? Por quem você reza a noite antes de dormir? Como você dorme enquanto o resto de nós chora? Como você sonha quando uma mãe não tem a chance de dizer adeus?" - P!nk - Dear Mr. President

terça-feira, 8 de março de 2011

Eu, você e nós.

"Você apareceu do nada, e você mexeu demais comigo. Não quero ser só mais um amigo. (...) Às vezes fico assim pensando, essa distância é tão ruim, por que você não vem pra mim?" - Titãs - Pra dizer Adeus


A chuva nunca foi tão melódica como naquelas noites, suas palavras, seus sussurros encaixavam-se perfeitamente naqueles acordes, porque sim, eram acordes e não barulho de gotas somente. Nunca, na minha vida, fui tocado de uma forma tão intensa; nunca, na minha vida, achei que quatro dias valessem o mesmo que uma vida inteira; nunca, na minha vida, eu acharia que fosse me apaixonar dessa forma. Suas mãos nas minhas, seus olhos nos meus, seu sorriso debatendo-se com o meu, seu cheiro misturando-se com o meu; eu, você e nós.

E quando eu penso no meu futuro, agora, eu tento te encaixar de qualquer jeito, de qualquer forma, pois é como se sem você não mais fizesse sentido. Poucos dias intensamente vividos, almejando que esses ‘poucos’ virassem muitos, eternos – e nós podemos fazer isso acontecer, eu sei que podemos, porque se tem ‘eu’, tem você, tem nós.

Ainda sinto seu cheiro em minhas roupas, não quero que ele saia, pois seria como se você fosse embora, para sempre. Não queria ter dito adeus, e assim o fiz: eu não disse, eu não consegui. Eu sei, eu sinto, eu te verei em breve, e faremos o eu, você e nós acontecer de novo, de novo e de novo, até que matemos ‘o fim’ com nossas próprias garras, com nosso próprio romance.


"Diga que vai me deixar pra cima, que vai me deixar lá no alto. Quando você me ver caindo e não houver lugar pra cair, vai me deixar pra cima mesmo assim? Para superar isso tudo? Se você me deixar pra cima, apenas me pegue inteiramente esta noite." - Christina Aguilera - Lift me up

domingo, 16 de janeiro de 2011

Nova direção.

"Espero o ano que vem, com mil novos amores pra ficar tudo bem, pro ano que vem desejo muita sorte e um dinheirinho também." - Marjorie Estiano - Ano que vem


Como uma bomba me sinto prestes a explodir - diversos sentimentos que entram num embate: da raiva ao amor; e não digo que haja uma ordem, porque às vezes é do amor à raiva. Embora nesse momento eu pareça um pouco negativo para um começo de ano, acredite, eu não estou! Eu comecei meu ano bem - boas vibrações e pensamentos positivos, eu realmente estou acreditando nisso – o que vai, vem, de igual intensidade e direção -, mas, o que na verdade ainda me incomoda é o verbo ‘exigir’. Uma palavra de seis letras que nos provoca uma pressão enorme, bom, pelo menos a mim ela age com uma força imensurável. Eu “adoro” exigir muito das coisas, dos outros e, principalmente, de mim mesmo. Eu não sou perfeito, ninguém é perfeito, as coisas nem sempre saem perfeitas, e é essa ‘imperfeição’ que deixa, normalmente, as coisas mais agradáveis e ‘palpáveis’: tudo que é perfeito alcança o divino, e o que é divino é intocável; e se é intocável...!

Aqui sou eu tentando me livrar de algo que ainda me incomoda; aqui sou eu me renovando; sou eu buscando um novo caminho, mudando atitudes – e não pelos outros, mas por mim. Aqui sou eu sendo mais eu.

Feliz 2011 a todos, e que todas as angustias e dores fiquem para trás, e que lá na frente não as olhemos como partes insignificantes, mas algo completamente contrário: pedaços significantes em nossas vidas, que nos deram um impulso e nos fizeram crescer, porque ‘o que não nos mata, com certeza nos fortalece’!


"So raise your glass if you are wrong, in all the right ways, all my underdogs, we will never be, never be anything but loud, and nitty gritty, dirty little freaks, won't you come on and come on and raise your glass!" - P!nk - Raise your glass

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Em cima, bem em cima.

"Uma vez tendo experimentado voar, caminharás para sempre sobre a Terra de olhos postos no Céu, pois é para lá que tencionas voltar." - Leonardo Da Vinci


Tenho tantos medos, mas se há algo que não me amedronta é a altura. Queria eu poder viver nas alturas, voar, ver tudo que me aflige menor que eu; ver o mundo menor que eu. Pouco importaria se eles me vissem menor, eu estaria em cima. Pouco importaria se lá eu estivesse voando sozinho; eu ainda estaria em cima. Eu veria meus medos menores que eu, veria todos menores que eu, pois eu, eu estaria sempre lá em cima, em cima de todos, em cima de tudo... e voando, incessantemente.


'Im safe up high, nothing can touch me' - P!nk - Sober

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Seu 'eu' em 'mim', e meu 'mim' em seu 'eu'.

"Quando a faísca se acabar e as velas se apagarem, quando a canção tiver terminado e não tiver mais nenhum som, os suspiros se tranformam em gritos... e eu estou pensando: como nos tornamos tão mesquinhos?" - P!nk - Mean


Éramos perfeitos um para o outro: desde os nossos momentos de romance aos nossos desentendimentos. Eu precisava de tudo, e o tudo era, sem duvidas, você. E essa vontade insana de dizer que te amo, de te pedir desculpas, de te falar que te quero de volta, agora, me consome de um modo indescritível – aqui sou eu, amor, ainda alucinado por você.

Mas não, amor, a sua frieza me desmorona, eu preciso ser amado – e sim, eu acredito que você tenha me amado -, mas acima de tudo, que demonstre o quanto me ama; eu não, meu amor, eu não sou uma pessoa segura, e eu preciso que me passem essa segurança – aqui sou eu tentando "explodir as grades e voar".

E não, amor, eu não concordo. Eu sei que você teve seus motivos para tanta frieza, como eu tive os meus por ter sido outrora arrogante, mas eu não, eu não pedi que me esperasse e, se você o fez, foi porque quis – e sim, eu agradeço por isso, de verdade, mas não jogue a culpa toda em cima de mim: amar não é jogar na cara os seus feitos, ou os de-feitos de outrem – aqui sou eu, meu amor, ainda tentando me libertar.

Eu, eu ainda sinto meu coração pulsando forte, ainda te sinto em mim, e ainda sinto que você me sente. E se eu me desculpasse... Você usaria ainda de toda a sua frieza?! E se voltássemos... Você continuaria sendo arrogante?! E se eu te ligasse... Você rejeitaria minhas chamadas?! – Aqui sou eu e minhas perguntas retóricas, ainda sentindo você.

Pois quando eu penso em você, eu tento pensar nas coisas boas que vivemos juntos, mas infelizmente os últimos meses vêm juntos e me jogam para baixo; aí, meu amor, eu não aguento. Difícil foi para eu dizer a você um adeus, porque você, meu amor, não me faz inverter apenas as minhas frases, as minhas palavras; o sujeito, o verbo e o predicado; você, meu amor, inverte minha vida – Te quero de volta; mas aqui, meu amor, aqui sou eu tentando dizer um até logo, com o coração partido e o semblante encharcado.

Ps.: Talvez seja um adeus, talvez seja um até logo, mas eu ainda te amo...


"It messed me up, need a second to breathe (...) it's plain to see, that baby, you're beautiful and there's nothing wrong with you. It's me, I'm a freak, but thanks for lovin' me, cuz you're doing it perfectly." - P!nk & Adam Lambert - Whataya want from me